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Ken Wins… até quando?

Ontem assisti ao terceiro capítulo do Breaking Bad (Cancer Man), e o episódio apresentou o Ken, o cara insuportável a primeira vista que só tem o universo rodando ao seu redor, ele pegou a vaga do Walter no estacionamento sem sequer notar sua existência e aguardou em uma fila conversando com seu parceiro pelo bluetooth do telefone para todo mundo ouvir o quanto ele era poderoso, isto é, aquele verdadeiro babaca. Entendi muito bem a raiva que o Walter sentiu do cara. O episódio nos dá uma espécie de redenção, quando Walter tenta colocá-lo no lugar.

Ontem mesmo eu terminei o livro “Sabbath as Resistance” de Walter Bruegman (depois eu conto como foi) e ele terminou com um clamor muito parecido, mesmo feito há alguns milhares de anos eternizado por um dos salmos (o 73)

“Pretensiosos e arrogantes, vestem-se com os insultos da última moda.

Mimados e fartos, enfeitam-se com as tiaras da tolice.

Eles zombam, usando palavras que ferem, utilizando-as também para intimidar.

Estão cheios de vazio, perturbando a paz com tagarelice.

E o povo os escuta, você acredita? Como cachorrinhos sedentos, lambem cada palavra deles.

O que está acontecendo? Deus saiu para o almoço? Volta logo?

Os ímpios estão com tudo: alcançam o sucesso e ajuntam riquezas…

…Vejam: os que o abandonaram estão em declinio! os desertores não terão outra chance.

Mas, para mim, estar na presença de Deus é inigualável”

Quando a gente vê esses Kens vencendo porque nada vai acontecer para eles, a gente se pergunta, será que é assim mesmo? Ninguém está vendo isso? Os caras vão continuar a usar o acostamento para entupir o trânsito a sua frente, e nada? Todo dia descobrimos pessoas poderosas ganhando milhões com corrupção e nada? Onde está a justiça?

Aí chega o momento do mistério de confiarmos no que Deus está fazendo e deve fazer, mas a coisa mais clara que o salmista concluiu é que em um coração cheio de si não cabe outro, muito menos Deus, e isso sim, temos a certeza que podemos desfrutar, por mais que o sucesso de outros tente nos convencer que isso seja tão pequeno. É só uma questão de quem você vai acreditar, na presença inigualável de Deus ou no sucesso que os Kens desejam mostrar.

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Para inspiração: “You are an IronMan”

Estava buscando alguma coisa para ler, na verdade estava querendo alguma ficção tão boa quanto “A visita cruel do tempo” até que resolvi unir ao momento meu e baixei este livro no meu Kindle, que não é ficção mas conta histórias inspiradoras de 6 triatletas desde sua inscrição a IronMan Arizona de 2009 até a prova. Ainda estou no começo, mas foi interessante me identificar com o início de trajetória deles, a maioria deles acima de 40 anos no seu primeiro IronMan. Para todos, a inscrição em si não foi coisa fácil, a eles também despender US$ 550 para uma prova exige um passo bem dado e negociação com a família, pois a maioria liberou esse dinheiro que provavelmente iria para alguma outra coisa e as histórias vão.


Evangelho

Marcos, o evangelista, escreveu o primeiro relato sobre Jesus que serviu de base para as pesquisas de Lucas e para os Imagemrelatos do outro evangelista Mateus revelar Jesus como o Messias prometido. Um detalhe muito interessante que pude compartilhar com uns amigos ontem foi que Marcos colocou seus escritos em um estilo literário totalmente novo, não se classificou como biografia, que tipo de biografia ignora os primeiros 30 anos de vida de alguém e dedica metade de sua história a última semana de sua vida? Os relatos foram históricos, mas não foram necessariamente histórias, não estão em uma ordem histórica.

Os cristãos podiam escolher estes relatos com os termos da época: os termos gregos iluminação ou conhecimento ou judaicos, como instruções ou sabedoria. Mas escolheram classificar estes relatos como Evangelho, quando os exércitos romanos ocupavam uma região, eles mandavam o evangelion do Imperador ao povo falando da nova situação em que eles se encontravam o que aconteceria de novo dali em diante e como lidar com o rei.

Imagine a coragem dos primeiros cristãos em assumir que estão seguindo um novo evangelho, de um outro reino, com prioridades e formas diferentes de lidar com a vida, essa nova identidade, com certeza levou muitos às arenas para serem executados. Além disso deixa claro duas coisas, primeiro fala o que Deus já fez por nós ao invés de instruções do que devemos fazer para Deus; e também deixa claro que o evangelho são eventos históricos que afetam nossa vida.

A realidade não é diferente hoje, vivemos em um império que impõe suas prioridades e seu modo de vida no consumo. O evangelho nos traz novas prioridades e liberdade para se desconectar às exigências do mercado. Escolher o evangelho é muito mais que se dedicar a algumas devoções, escolher mensagens bonitas no Facebook e ser bonzinho, é aceitar um modo de vida desafiante, mas libertador. Está preprado?


A visita cruel do tempo

Uma vez assisti a um episódio do Extreme Makeover – home edition que não esqueci mais, era um casal que enfrentou problemas de bullying com o filho e resolveram se mudar para uma fazenda fora da cidade, a vida na fazenda não ia nada bem e eles quase faliram até que eles foram escolhidos pela produção. Os pais se conheceram ainda na escola, o pai era jogador do time de futebol americano da escola e a mãe era, tipo, a cheerleader, eles formavam um belo casal. O que mais me intrigou desde então era isso: em um momento eles formavam o casal bonitinho da escola e em outro estavam à beira da falência com dificuldades com os filhos, o tipo de coisa que me dá vontade de falar aos adolescentes, se um dia voltar a falar a eles: que tipo de padrão nos levam a escolher a pessoa com quem passaremos a vida, na hora que você está apaixonado colando a foto um do outro no espelho do quarto, o que você menos pensa é na capacidade que vocês terão em resolver problemas financeiros ou de comportamento dos filhos no futuro, mas uma coisa ainda vai levar a outra. Maluco não é?

O tempo passa, e à medida que contamos os principais fatos da nossa vida em tempos de 10, 20 anos, é divertido e interessante ver as diversas voltas que a vida dá, por isso que Davi registra uma oração a Deus a esse respeito em seus salmos:

Ensina-nos a contar os nossos dias de forma que alcancemos corações sábios

Imagem

Li um livro no começo desse ano que me deu essa mesma sensação do tempo, “A visita cruel do tempo“, havia tempo não pegava uma ficção e aceitei a recomendação do pessoal do “Fim de expediente”, gostei demais do livro. Jennifer Egan foi extremamente hábil em mesclar as histórias em momentos diferentes, nos personagens contando suas histórias no seu próprio estilo e nos fazendo surpreender com os destinos que seus personagens davam no desenrolar das histórias. Em um momento, você lê uma narrativa normal falando de uma mulher cleptomaníaca, e em outro, você lê powerpoints de uma menina que poderia ser sua filha e em outro um cara fazendo a dissertação de suas aventuras amorosas, se contar mais, esse texto vai virar spoiler, mas me fez refletir muito nas voltas que a vida dá. Como a versão que li era em inglês, chegava a me perder um pouco, mas não deixei de me divertir com esta forma de narrativa. Recomendo.


Inspiração para Semana: Team Peruathletes

Video muito legal de uma equipe do Perú que veio disputar o IronMan Brasil 2013, histórias muito legais e dá para ter uma idéia do agito durante a prova.


Direito ao silêncio

Estava pensando nisso nessa semana na praia, a medida que não temos como deixar de escutar uma música alta que disparam ao nosso lado, o sujeito que se acha no direito de tocar música alta a despeito da opinião de todos ao redor está invadindo minha privacidade e perturbando minha paz está de certa forma me violentando. Hoje mesmo encontrei um artigo muito interessante no Estadão a respeito: “O silêncio perdido”

Ser civilizado seria, assim, ser urbano: polido, educado, não invasivo, discreto, silencioso, responsável, participativo. Como na origem dos tempos, aliás, quando a polis grega foi traduzida na civitas e na urbe romanas, ampliando e entrelaçando seus significados. Palavras como política, cidade, urbanidade, civilização e civismo vieram daí. Cidadão tornou-se o indivíduo com direitos e deveres de cidade, isto é, referidos não somente ao espaço físico, mas também aos espaços públicos, compartilhados em comum com todos os habitantes.

Estávamos na praia, e no meio da tarde apareceu uma família com uma senhora caixa de som e começou a tocar para todos que estivessem na praia, uma senhora foi reclamar lá, eles riram de forma debochada e continuaram o show. Uma hora depois, apareceu dois policiais e eles falaram que só foi uma mulher reclamar com eles. É nessa base que funcionam estas coisas, no constrangimento. Foi algo que me deixou bem chateado.

Um mundo em que cada um faz o que acha que dá na cabeça acaba no pleno caos, acho também que o silêncio é o tipo de coisa que deveria ser mais levado em conta e algo mais discutido, pois é o espaço que temos e que dividimos com outras pessoas, se atento ao pudor tirando a roupa na frente de todos quando todos podem fechar os olhos, atentaria da mesma forma quando toco o que quero para todo mundo ouvir quando a única forma de evitar meu constrangimento seria saindo do local.

Tenho em mente que ser cidadão é saber dividir o espaço com todos, e isso envolve fechar os vidros do meu carro quando quero ouvir uma música mais alta, usar fones de ouvido para isso em casa ou prestar a atenção na movimentação de casa levando em conta o horário.

O motorista que buzina alucinado, o ônibus que trafega com o escapamento estourado, o motoqueiro que extrai o máximo de sua moto, a construtora que bate estacas em horários obscenos e o adolescente bem-nascido que barbariza seu prédio não têm relação alguma com o “caráter nacional”. Não são exemplos de espontaneidade e alegria, mas de má-educação. Expressam uma coletividade que perdeu consciência de si mesma, que se está tornando indiferente e pulverizada em ilhas de individualismo possessivo. São deformações e caricaturas perversas de uma cultura fundada na informalidade excessiva, produtos da modernização desregrada, excludente e predadora em que vivemos.


um ano, outro post: 2010

Acabou 2010, PH dormiu e as meninas estão fora, cheguei a ouvir uma excelente mensagem do Mars Hill e comecei a copiar alguns CDs para meu notebook,e vendo tantas retrospectivas pela blogosfera não resisti em pensar e escrever a minha, tenho muito medo de esquecer alguma coisa relevante e deixar alguém chateado, mas falando rapidamente, começamos esse ano de forma fantástica em Fortaleza, mais propriamente no Beach Park, compramos um ticket para 1 semana e passamos momentos muito legais lá, visitamos também a Igreja Batista Central de Fortaleza o que nos emocionou bastante; depois de Fortaleza, fomos a praia mais duas vezes aproveitando competições de Biathlon e Triathlon, o que adiciona um negócio muito legal, que são as viagens que fazemos com a família para as competições, cheguei a fazer três Triathlons no ano, fora o Biathlon de Fevereiro e até uma maratona aquática que fiz na minha academia, foi bem legal poder competir nestas provas, principalmente o triathlon de São Vicente, era algo que fazia parte de alguns sonhos há um tempo atrás e hoje tenho as fotos e vídeos de como é tudo isso.

Em casa, trabalhamos para eliminar meu escritório e transformá-lo em quarto para Maria Ester, foi uma grande mudança, uma pequena consequência, além disso tive a alegria de festejar meus 40 anos com bastante gente querida e também de festejar os 5 anos do Pedro com seus amigos. Pudemos nos envolver bastante em conhecer melhor os pais da escola dos meus filhos, algo que tem nos feito criar boas raízes no bairro onde moramos.

Tivemos a desagradável perda do Sr. Luiz, pai de minha esposa no final do ano, de tão rápido e inesperado, ainda tentamos pensar no que aconteceu.

Minha participação como guest blogger, rendeu minha participação no livro Viral Hope, o que foi uma enorme honra para mim, pude também participar na revisão de um livro de um colega de São Francisco, fora isso promovi algumas tentativas totalmente fracassadas de juntar um pessoal para momentos de compartilhar e isso resume meu envolvimento missional no ano. Me senti bem desconectado no ano, esse isolamento acabou me lançando em um secularismo terrível. Mas tenho esperança, isso por que Deus não deixa as coisas simplesmente assim, e assim sigo. Cheguei a escrever mais nesse blog esse ano, gostaria de me organizar mais para compartilhar melhor o que tem ocorrido, cheguei a pensar em postar uma foto por dia, mas vamos ver o que será viável.

Desejo que 2011 possamos provar muito mais do que Deus tem nos ensinado. À medida que pudemos ver um crescimento bem grande das redes sociais, espero que aprendamos a tirar proveito desse envolvimento para ações reais nesse mundo que a gente vê dia a dia.


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