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Sábado: a resistência

A primeira discussão que vi sobre sábado, foi quando soube que haviam denominações cristãs que faziam seus cultos no sábado, ao longo do tempo, fui descobrindo o quanto esse pessoal fazia questão de ir a igreja de sábado e o quanto isso era realmente importante a eles, conheci gente que não podia comprar nada nesse dia. Daí, como presbiteriano, vi alguns estudos e algumas quartas de estudo bíblico em que os pastores dedicaram tempo para esclarecer porque íamos a igreja no domingo e não no sábado. Daí pra frente fui acompanhando o tema como Fla-Flu, havia alguns que iam ao sábado como marca do crente verdadeiro, e havia nós, que íamos a igreja aos domingos e não precisávamos nos sentir pecadores porque tínhamos bons motivos (bíblicos) que nos liberavam do culto a noite do sábado.

Recentemente voltei ao tema ao ver visões mais “refrescantes” do tema: depois de uma semana de trabalho, tínhamos o sábado, o dia de promover o shalom de Deus, desfrutar das coisas mais gostosas que Ele nos deu e desfrutar do Seu descanso. De certa forma, uma visão até liberadora, meus domingos na igreja eram dias de muito trabalho, mas algo bem gostoso, mas não menos cansativo. Daí que comecei a prestar atenção a manifestações cristãs mais orgânicas que dedicam alguns de seus encontros a passar alguns domingos juntos preparando a refeição e comendo juntos e desfrutando o descanso.

Desde então tenho visto o sábado como um convite de Deus ao seu descanso, algo que tenho visto como cada vez mais necessário para esse mundo tão maluco e agitado. Portanto, o Sabbath, o retiro, o momento do silêncio tem sido coisas que tem me chamado bastante atenção. Por isso que busquei esse livro do Walter Brueggemann: Sabbath as a Resistance, descobri nesse livreto uma visão muito mais abrangente e profunda daquilo que tinha descoberto.

Walter Brueggemann nos dá uma visão histórica desse contraste da proposta sabática, o povo de Israel vivia escravo no Egito, os israelitas estavam ali por um motivo: produção, eles eram um recurso e todo relacionamento deles com a terra levava em conta isso. Ao saírem do Egito, os israelitas não somente iriam para uma terra diferente, mas deveriam ter uma vida diferente, regida pelo “Eu Sou”, foram dados os 10 mandamentos dando os fundamentos de toda diferença da nova terra, não seriam mais regidos pela produção, nem seriam mais julgados pelo que poderiam fazer ou pelo que conseguiram comprar, eles deveriam reconhecer quem os estava sustentando, por isso o mandamento do sábado, não precisariam arrumar mais tempo para produzir mais, Deus estava cuidando deles, deveriam descansar, tanto o mais pobre, como o mais rico, como até os animais, vivendo a confiança de que não precisariam mais remir todo aquele tempo na confiança em quem trabalha por eles.

Isso tem implicações, quem sustenta, faz isso a todos, por isso eles deveriam abandonar a corrida da conquista, a terra não era deles, depois de 7 anos deveria ser devolvida, o escravo não era deles, no ano sabático deveria ser liberto, se a conquista não é tão importante não deveria haver roubo, não deveria haver cobiça. A história a gente conhece, essa proposta não se sustentou muito, por isso os profetas trouxeram a sua mensagem, o dia de sábado ainda era observado, todos iam ao encontro no templo, mas tudo era insuportável a Deus, a justiça era profanada, a lógica do consumo, da posse e da conquista de uns sobre outros voltou a ser regra e Deus não aguentava mais seus cânticos e orações.

O chamado a nós hoje é muito forte, como naquele tempo, a conquista, a posse e o consumo clamam por nossa atenção e devoção em aproveitar todo tempo que pudermos para eles, Deus nos convida para o descanso, e nos convida a resistir.

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Ken Wins… até quando?

Ontem assisti ao terceiro capítulo do Breaking Bad (Cancer Man), e o episódio apresentou o Ken, o cara insuportável a primeira vista que só tem o universo rodando ao seu redor, ele pegou a vaga do Walter no estacionamento sem sequer notar sua existência e aguardou em uma fila conversando com seu parceiro pelo bluetooth do telefone para todo mundo ouvir o quanto ele era poderoso, isto é, aquele verdadeiro babaca. Entendi muito bem a raiva que o Walter sentiu do cara. O episódio nos dá uma espécie de redenção, quando Walter tenta colocá-lo no lugar.

Ontem mesmo eu terminei o livro “Sabbath as Resistance” de Walter Bruegman (depois eu conto como foi) e ele terminou com um clamor muito parecido, mesmo feito há alguns milhares de anos eternizado por um dos salmos (o 73)

“Pretensiosos e arrogantes, vestem-se com os insultos da última moda.

Mimados e fartos, enfeitam-se com as tiaras da tolice.

Eles zombam, usando palavras que ferem, utilizando-as também para intimidar.

Estão cheios de vazio, perturbando a paz com tagarelice.

E o povo os escuta, você acredita? Como cachorrinhos sedentos, lambem cada palavra deles.

O que está acontecendo? Deus saiu para o almoço? Volta logo?

Os ímpios estão com tudo: alcançam o sucesso e ajuntam riquezas…

…Vejam: os que o abandonaram estão em declinio! os desertores não terão outra chance.

Mas, para mim, estar na presença de Deus é inigualável”

Quando a gente vê esses Kens vencendo porque nada vai acontecer para eles, a gente se pergunta, será que é assim mesmo? Ninguém está vendo isso? Os caras vão continuar a usar o acostamento para entupir o trânsito a sua frente, e nada? Todo dia descobrimos pessoas poderosas ganhando milhões com corrupção e nada? Onde está a justiça?

Aí chega o momento do mistério de confiarmos no que Deus está fazendo e deve fazer, mas a coisa mais clara que o salmista concluiu é que em um coração cheio de si não cabe outro, muito menos Deus, e isso sim, temos a certeza que podemos desfrutar, por mais que o sucesso de outros tente nos convencer que isso seja tão pequeno. É só uma questão de quem você vai acreditar, na presença inigualável de Deus ou no sucesso que os Kens desejam mostrar.


Idolatria

No livro que li “You are an Ironman” (já terminei, foi legal, mas nada profundo 2/5), um dos participantes chegou a participar de um grupo cristão chamado IronPray, eles se reuniram na véspera da prova, tiveram uma palavra devocional e oraram. A mensagem que uma das pessoas (que já havia feito alguns IronMans) ministrou foi o do perigo do IronMan se tornar o nosso “deus”. E não é difícil, nos envolvemos tanto em 6 meses, o objetivo é tão alto, principalmente para quem vai estrear, as milhares de histórias que temos em cada prova são tão cativantes que não é difícil pensar que o IronMan é tudo que precisamos.

No treino de hoje, ouvi a música abaixo, do Ascend the Hill (engraçado que ouço várias músicas durante os treinos, mas estas do Ascend the Hill sempre me chamam mais a atenção), o cantor lembrava alguns dos salmos que Davi compôs e lembrava que não há tesouro maior que Jesus Cristo.

Lembrei da mensagem e me veio uma oração que Twitei: “Deus, Que minha vontade de terminar essa prova não seja maior que minha vontade de adorá-lo com essa prova e servi-lo. A Ele seja toda a glória


Log da semana: a 6 semanas do IMBR14

A importância da Páscoa para mim é sem igual, hoje celebramos a ressurreição de Jesus e isso dá a esperança de que o reino de que Jesus proclamara é real e seus dias conosco foram só o começo do maravilhoso plano de Deus a todos nós.

Agora, este feriado de quatro dias a menos de 40 do IronMan foi uma enorme oportunidade de aplicar treinos bem intensos que não daria para fazer em um fim de semana normal, quinta feira pude fazer o treino longo de natação de manhã (4Km) e o longo de corrida (21Kms) à tarde, ontem fiz os 150 Kms de ciclismo em 5:10hs e amanhã espero fazer uma transição de 100Kms de ciclismo e 15 Kms de corrida. Cheguei às 15:50hs de treinos esta semana, 7:34hs de ciclismo, 40 minutos de musculação, 3:45hs de natação e 3:52hs de corrida.

Fiz uma corrida um pouco melhor que a da semana passada mesmo depois do treino de natação na manhã, tentei me manter mais próximo do meu limiar de 158 bpms e forcei um pouco mais o ritmo. O treino de bike foi o mesmo da semana passada, dessa vez fiz os primeiros 50 Kms mais lentos que a semana passada a 26.7 Km/h, os 50 Kms no pace do IronMan foram ligeiramente mais leves, mas mantive a velocidade acima de 30 Km/h, os 50 Kms finais foram sem sobressaltos, mas não consegui superar os 50 Kms anteriores, acabei fazendo tudo em 5:10hs, que para mim ainda está muito bom a ainda consegui fazer minha corridinha de 3 Kms e isso para mim foi um bom sinal, saí mais inteiro. No entanto, não me livrei de uma senhora câibra enquanto descansava à tarde, dessa vez, foi a coxa direita, engraçado que a panturrilha não me dá câibras mais, estas surpresas têm vindo das coxas.

Tenho mais três treinos de 5 horas: amanhã, com a transição 100/15, sábado, com meus últimos 150 kms de treino e o outro sábado com a mesma transição de amanhã. Esta semana deverá ser a última pauleira de preparação para o IronMan. Daí para frente, vou diminuindo o ritmo.

 

 


You have my heart – minha oração na corrida essa semana

Como esta semana estava no Hospital São Luiz com minha esposa, resolvi fazer o longão de corrida no Ibirapuera, primeira vez que posso treinar lá e gostei demais do circuito, corri 2:10hs e fiz pouco mais de 19 quilômetros, bom curtir um parque diferente.
Aproveitei o circuito para correr com meu Nike+ e correr com música, no meio da corrida apareceu uma música (escolhas aleatórias) “You have my heart” do Ascend the Hill (o último post foi deles também, coincidência, ou não).
A música se baseia no salmo 139, quando Davi se curva ante a onipresença de Deus:

“Ó Eterno, investiga minha vida;
faz um apanhado de todos os fatos.
Sou como um livro aberto para ti:
mesmo de longe, sabes o que estou pensando.
Sabes quando saio e quando volto:
nunca estou fora da tua vista.
Sabes antecipadamente o que vou dizer
antes mesmo de eu iniciar a primeira frase.
Olho atrás de mim, e lá estás.
Depois para cima, e lá estás também:
tua presença é constante em torno de mim.
Isso é maravilhoso,
embora eu não consiga compreender totalmente.
(Salmo 139:1-6 – A Mensagem)

Várias vezes quando vi essa imagem de Deus em todo lugar, ela era acompanhada de uma imagem policialesca do tipo “Ele sabe o que você está fazendo… cuidado olhos o que vêem”. A música passeia por essa poesia, mas fala de um Deus que está em todo lugar nos procurando, fazendo de tudo para ter nosso coração e nos livrar dessa vida vagabunda promovida pelos BBBs, novelas, filmes e sábios por aí afora. É algo realmente maravilhoso
“Mas nós podemos desfrutar o amor – amar e ser amados, pois primeiro fomos amados; por isso, agora podemos amar. A verdade é que Ele nos amou primeiro. ” (I carta do apóstolo João 4:19)
Essa mensagem fez meu dia, e terminei muito bem essa excelente corrida!


Fez minha esteira valer a pena: Whom have I – Ascend the hill

Eu já costumo viajar com outras músicas do Ascend the hill, mas essa música me fez quase explodir na esteira, talvez seus versos em expressar como Davi o quanto desejamos a Deus e o quanto ele é precioso a nós, foi um momento em fazer estas palavras minhas, orei com meu coração a Deus o quanto quero estar perto de Deus. Nesse momento de emoção, até aumentei a velocidade.


Natal 2013

Image

‘Bonding Time: The Nativity in Townsville’ by Jan Hynes, 2007′

O evengelista Lucas nos conta a com detalhes a história do nascimento de Jesus e não esconde que a vinda de Jesus e seus primeiros momentos aqui foram cercados de improvisação, mesmo depois de milhares de anos em que Deus iniciou seu plano para nossa redenção. O casal não tinha lá muito dinheiro, a gravidez evidentemente não planejada (pelo menos pelos pais) e tiveram que ir a Belem para a tal do recenseamento, aconteceu o que se espera de quem não planeja, foram de lugar a lugar e não encontraram lugar, José ouviu desesperadamente mais nãos do que gostaria até que alguém ofereceu um teto, longe de ser o melhor para a chegada de um nenê, mas pelo menos evitava o sereno. E nasceu Jesus.

O que pensei nessa história toda é que Deus não precisa do melhor para fazer a sua vontade, ele precisa apenas de uma porta aberta, não chega a ser tão fácil assim, a presença de Jesus implica mudanças, lembre-se que sua mensagem era de arrependimento, mas quem o recebe, se livra de si mesmo, e se torna instrumento para o que Deus quer.

Hoje é difícil encontrar alguém com tempo e disposição para um Natal com Jesus, é mais fácil comprar o que gosta e trocar votos de que todo mundo vá bem. Essa história pode parecer até bem fora do que nossos valores pós modernos pregam nos filmes, novelas e comerciais, tudo bem, mas Deus vai achar um coração aberto e muita coisa vai acontecer. Vigio meu coração para que isso aconteça comigo, em minha casa e espero que aconteça com você também. Feliz Natal


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